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Internet in Africa .

By Isabel dos Santos .

África cada vez mais online

Nunca tantas pessoas tiveram acesso à Internet em África. Serão perto de 500 milhões em 2018. O continente está a crescer e não é só em numero de pessoas. Sinal disso mesmo é a forma como o acesso à Internet se democratiza cada vez mais. África, de 2017 para 2018, aumentou em 20% o número de pessoas com acesso à Internet, quando a Ásia cresceu apenas 5% e as Américas 3%.

Este desenvolvimento acelerado mostra que, embora tenhamos ainda muito por conquistar, estamos finalmente no caminho certo. As novas tecnologias são, acima de tudo, um instrumento para o continente se afirmar e reforçar a sua posição no mundo. Uma forma de África ter uma voz cada vez mais forte. Porque só tendo um mais fácil acesso à informação, pessoas e empresas podem planear e crescer de acordo com o seu pleno potencial e alcançar todos os seus objectivos.

A partilha de informação vai com certeza mudar também as consciências dos Africanos. Vai tornar mais fácil olharmos para o nosso continente sem fronteiras, pelo imenso potencial que sempre projectou e que agora realiza. Mais informação é também sinónimo de maior democracia, maior potencial de crescimento económico e social.

Neste mesmo período, Angola cresceu 10%, tem uma das mais elevadas taxas de penetração de Internet no continente e assume-se como um agente de mudança nacional e regional. Desde 2001, com o nascimento da Unitel, que tenho o sonho e a oportunidade de me envolver e de acompanhar de perto a expansão da cobertura de internet em toda a Angola. A disponibilização de venda de equipamentos móveis, que permitiram a tantas pessoas aceder ao novo mundo da comunicação, é outro marco muito importante para a inclusão tecnológica do nosso país. Não tenho duvidas que este movimento foi determinante.

Hoje em dia a Unitel possui uma das mais modernas redes de telecomunicações do continente, com tecnologia 4G e com o compromisso de crescer a sua rede e a velocidade a que permite o acesso à Internet. Ao mesmo se assiste um pouco por todo o continente.

Isto são boas notícias para todos os Africanos. Hoje em dia não podemos falar de inclusão sem falar da sociedade de informação. Para sermos cidadãos de pleno direito, de um mundo em constante mudança, temos de assegurar que a informação está facilmente acessível a todos, como motor dessa mesma mudança. As novas gerações sabem-no melhor do que ninguém. O próximo passo será assegurar que ninguém é excluído e que todos podem usufruir de um acesso rápido à Internet, sempre que necessitem. É esta a minha visão – uma África inclusiva, tecnologicamente avançada e preparada para o futuro, que providencia aos seus cidadãos e empresas as ferramentas indispensáveis para o seu crescimento.